Assinatura de conselheiro do CNJ foi usada para criação do Solidariedade

Cartório avalisou o nome de Bruno Dantas, que nega ter assinado lista de adesão ao partido; Ministério Público quer que Polícia Federal investigue o caso

O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2013 | 22h28

As fraudes na coleta de assinaturas de apoio à criação do Solidariedade, 32º partido em atividade no país, incluíram até um integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Reportagem do site do jornal O Globo mostra que a assinatura de Bruno Dantas foi apresentada e certificada em cartório em julho, apesar de ele negar ter assinado qualquer lista de apoiamento. Consultor do Senado, Dantas deixou o cargo no CNJ em agosto.

O caso de Dantas soma-se a outros de servidores do Legislativo que negam ter assinado em apoio ao Solidariedade.

O partido usou as certidões no processo de criação e há suspeita de uso indevido do banco de dados Sindilegis, sindicato dos servidores. As dúvidas sobre a veracidade das assinaturas e certidões cartoriais apresentadas chegou a ser levantada por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a decisão sobre o registro, mas por 4 votos a 3 optou-se por autorizar a nova sigla a funcionar e, consequentemente, disputar as eleições de 2014.

O Ministério Público já pediu à Polícia Federal que investigue as possíveis fraudes.

O Solidariedade tem como presidente o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. O Estado tentou contato com o deputado, mas não obteve resposta.

Segundo o site da Câmara, o partido conta com 23 deputados filiados, 20 deles no exercício do cargo. De acordo com manifestações de Paulinho, a legenda deve apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) nas próximas eleições.

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