Divulgação/MST
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Assessoria nega que fazenda ocupada pelo MST seja ligada a Temer

Nota diz que "a propriedade é de terceiros"; movimento afirma que o vice é verdadeiro dono da área no interior de SP

O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2016 | 10h37

A assessoria do vice-presidente Michel Temer negou que a fazenda ocupada pelo  Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no interior de São Paulo nesta segunda-feira, 9, seja ligada ao peemedebista. A nota afirma apenas que Temer não possui fazenda e que "a propriedade é de terceiros".  O MST, entretanto, diz que, apesar de não haver registros documentais em nome do vice-presidente, "é recorrente para os moradores da cidade (Duartina) a noção de quem é o verdadeiro dono da área".

A propriedade seria ligada ao dono da empresa de engenharia Argeplan, Coronel Lima. A reportagem entrou em contato com a Argeplan, mas não obteve resposta até o momento de publicação desta reportagem.

Reivindicação.  Em nota divulgada durante a manhã, o MST afirma que o objetivo é denunciar "conspirações golpistas" do vice, que pode assumir a Presidência caso a presidente Dilma seja afastada pelo Senado na quarta, 11.

A fazenda fica localizada entre os municípios de Duartina, Fernão, Gália e Lucianópolis, nas proximidades de Bauru. Além de protestarem contra Temer, os Sem Terra também pedem a reforma agrária em todo país e denunciam o cultivo eucalipto, que seria nocivo ao solo, e a agressão aos direitos trabalhistas na propriedade. 

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