Assessoria de Perillo diz que depoimentos à CPI do Cachoeira não contradizem governador

Em nota, governador de Goiás afirma que relatou, detalhadamente, a operação de venda da casa

Equipe AE

05 de junho de 2012 | 20h38

Em nota, a assessoria de imprensa do governador de Goiás, Marconi Perillo, diz que os depoimentos feitos à CPI do Cachoeira não trazem fatos novos ou contradizem as afirmações já feitas pelo governador a respeito da venda de sua casa no condomínio Alphaville, em Goiânia. "Só há uma versão, a verdadeira, dos fatos. Em março de 2012, o governador Marconi Perillo relatou, detalhadamente, a operação de venda de sua casa no condomínio Alphaville, em Goiânia. Repetiu, exaustivamente, a mesma versão em todas as entrevistas à imprensa. Os depoimentos, até agora feitos à CPMI, não colocam fato novo ou contradizem as afirmações do governador. Basta fazer uma leitura linear dos fatos, com começo, meio e fim, a partir da entrevista de março a O Popular", reitera a nota.

Segundo a assessoria de Perillo, a versão do governador "foi confirmada integralmente nos depoimentos de Wladimir Garcêz e de Walter Paulo Santiago". "Sabendo que o governador havia colocado a casa no condomínio Alphaville à venda, Wladimir Garcêz procurou Lúcio Fiúza e manifestou interesse em adquirir o imóvel. Conforme o depoimento de Wladimir, este, sem conseguir honrar o pagamento e ao ser cobrado por Lúcio, entrou em contato com Cláudio Abreu, solicitando que emprestasse os recursos para que pudesse honrar o pagamento da casa. Cláudio lhe emprestou três cheques - dois no valor de R$ 500 mil e um no valor de R$ 400 mil", diz a nota.

Ainda de acordo com a nota, "Wladimir entrou em contato novamente com Lúcio, dizendo que não ficaria com o imóvel e que havia repassado o negócio da venda da casa a Walter Paulo, que condicionou a efetivação do negócio à assinatura do governador ou de seu representante legal e, também, solicitou que a escritura fosse lavrada em nome da empresa Mestra Participações". E continua: "Lúcio, representando o governador e acompanhado de Wladimir, presenciou a entrega do dinheiro, e ambos assinaram o recibo de venda. O dinheiro ficou em posse de Wladimir que, ainda conforme declarou em seu depoimento na CPI, fez o pagamento do empréstimo a Cláudio Abreu", concluindo: "Portanto, não há contradições nos depoimentos realizados."

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