Ueslei Marcelino|Reuters
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Assessoria de Moreira Franco diz que possível delação de Cunha não preocupa

Em entrevista ao 'Estado', há um mês, ex-deputado afirmou que programa de concessões liderado pelo secretário executivo nascia sob 'suspeição'

Tânia Monteiro e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2016 | 17h00

BRASÍLIA - A assessoria do secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, negou que haja temor em relação a uma possível delação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso nesta quarta-feira, 19. Em entrevista ao 'Estado' há um mês, Cunha afirmou que o programa de concessões do governo liderado por Moreira nascia "sob suspeição", com risco de escândalo. Na época, a fala do ex-presidente da Câmara causou preocupação no Planalto. 

Assessores do secretário executivo dizem que, apesar de ambos serem do Rio de Janeiro, ele e Cunha pertencem a grupos políticos diferentes. Segundo a assessoria, Cunha e Moreira "não conversam bem, não dialogam e não se dão" e que isso deixa Moreira em uma situação "confortável" e sem preocupações com possíveis delações do deputado cassado. 

O secretário, que até esta quarta fazia parte da comitiva presidencial em visita ao Japão, está em voo entre Tóquio e Dubai. De acordo com os assessores, no entanto, não houve antecipação de seu retorno para o Brasil. Moreira embarcou de Tóquio para Dubai em voo comercial, às 21h20, horário local, 10h20 da manhã desta quarta-feira em Brasília, seguindo o que estava previsto em sua agenda. Segundo sua assessoria, ele não foi informado ainda da prisão de Cunha e só deverá saber quando desembarcar em Dubai, por volta das 21 horas desta quarta, horário de Brasília. De Dubai, Moreira fará uma conexão para o Rio de Janeiro, onde deverá desembarcar na tarde de quinta-feira, 20.

Na época das acusações feitas por Cunha a Moreira auxiliares do presidente Michel Temer atribuíram tais denúncias a uma "vingança" do ex-deputado. 

Cunha também acusou Moreira de estar por trás de irregularidades no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa, que financia obras de infraestrutura. Segundo o ex-deputado, a operação de financiamento do Porto Maravilha - projeto de revitalização da área portuária do Rio, que enfrenta denúncias de corrupção - foi montada por Moreira. Sobre estas denúncias, o secretário executivo assegurou a Temer estar "tranquilo" por não ter "nada a esconder".

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