Assessoria confirma Dilma na final, apesar de vaia

A vaia recebida no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, não afastará a presidente Dilma Rousseff da final da Copa das Confederações, no Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 30 de junho. A assessoria do Palácio do Planalto confirmou neste domingo que ela estará no estádio onde o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu manifestação semelhante em 2007, durante os Jogos Pan-americanos.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

16 Junho 2013 | 18h51

Aliados e integrantes do governo avaliam que, na final, Dilma deveria recusar eventual convite para discurso ou até pedir para não aparecer no telão para evitar novos apupos.

A manifestação do público foi avaliada por petistas e assessores como um ato desvinculado de motivações políticas. "É um jeito moleque do torcedor brasileiro", resumiu o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE). "Qualquer político que fosse ao estádio e tivesse o nome anunciado seria recebido da mesma forma", completou.

A previsão já era de a presidente comparecer a apenas dois jogos, a abertura e a final. Ela não deverá estar presente nesta semana nas partidas do Brasil em Fortaleza, na quarta-feira, e em Salvador, no sábado, nem nas semifinais. Dilma fará, inclusive, uma viagem ao Japão na próxima semana e chegará de volta ao país já no dia da decisão do torneio no Maracanã.

A vaia deverá apenas fazer com que o governo brasileiro aumente a preocupação com o protocolo, na tentativa de evitar outra situação que a exponha a manifestações negativas. "Estádio não é ambiente para discurso, é um público arredio a política e acostumado a vaiar porque já faz isso com os times", observa o deputado Vicente Cândido (PT-SP), dirigente da Federação Paulista de Futebol.

A intenção dos aliados é solicitar à Fifa que a presença seja tratada de forma discreta. Além de evitar o microfone, anúncios da presença e imagens dela no telão não deveriam ser mostradas, na visão de pessoas próximas a Dilma. O líder do PT na Câmara, porém, acredita não ser necessária tanta preocupação. "Não devemos perder o sono, foi algo contra a política em geral, não contra ela", avalia Guimarães.

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