Assessores do Planalto amenizam críticas de Jarbas

Após declarar que há corrupção no PMDB, seu partido, senador diz que governo compactua com isso

AE, Agencia Estado

17 de fevereiro de 2009 | 07h59

Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentaram amenizar as declarações do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) de que o governo compactua com a corrupção, alegando que foi uma forma de protesto de quem perdeu espaço no partido e está sem voz e voto no próprio Estado, onde existem novas lideranças. Entre esses novos líderes estariam o governador Eduardo Campos (PSB), ex-ministro de Lula e forte aliado do presidente, e o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.Apesar de o governo ter decidido não responder oficialmente às críticas, não está descartada a hipótese de o presidente atacar Jarbas e a oposição de forma indireta. O assunto incomodou o governo, conforme relatou um auxiliar do presidente. Da entrevista do senador à revista Veja, os governistas se queixaram principalmente do fato de ele ter chamado o governo de medíocre. Um dos ministros do governo, que preferiu se manter no anonimato, disse que Jarbas ?meteu os pés pelas mãos? e que, agora, para que seu discurso tenha sentido, ele terá de apresentar os corruptos do PMDB que ele aponta.Quanto à afirmação do peemedebista de que o Bolsa Família é ?o maior programa oficial de compra de votos do mundo?, o auxiliar de Lula destacou a aceitação do programa no País e a forma como ele é distribuído, sem interferência direta do governo federal, já que a escolha dos beneficiados é feita pelas prefeituras e comunidades locais. Lula só foi informado das declarações de Jarbas Vasconcelos na noite de domingo, mais de 24 horas depois de a revista ter começado a circular. Quem o avisou foi o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, quando este foi ao Palácio da Alvorada para acompanhar a gravação do programa de rádio Café com o Presidente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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