Assessor tucano quer sessão secreta para depor ' livremente'

Idéia partiu de senador da oposição e provou reação de parlamentares da base governista na CPI

Renata Veríssimo, de O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2008 | 13h16

O consultor legislativo do Senado André Fernandes concordou com a proposta do senador Demostenes Torres (DEM-GO) para relatar, em sessão secreta da CPI Mista dos Cartões Corporativos, "cinco fatos" que considera graves que lhe foram relatados pelo ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes em almoço no Clube Naval, após a divulgação na imprensa do escândalo do dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "O assunto envolve pessoas que não quero prejudicar", disse, ao justificar a necessidade de sigilo da sessão. A CPI discute neste momento se a sessão sigilosa ocorrerá agora.  Veja também:'Amizade quente' entre vazadores do dossiê vira alvo na CPIVeja o dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição Aparecido vai blindar superiores por proteção, diz Álvaro Dias Oposição anuncia nova ofensiva para levar Dilma à CPIDefesa de acusado de fazer o dossiê irá mirar braço direito de Dilma No entanto, o requerimento de Fernandes provocou reações adversas na CPI dos cartões corporativos. Exaltado, o relator Luiz Sérgio (PT-RJ) se mostrou contrário e disse que o assessor teria que responder as perguntas em sessão aberta. "Essa sessão é aberta, fale abertamente a todos. Não vamos nos submeter a uma lógica do depoente", reclamou.  O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, também se mostrou contrário. "Sou favorável a que ele diga abertamente. Fala mesmo, fale tudo agora", defendeu.  

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