Assessor especial dos Transportes pede demissão

Wilson Wolter Filho assumia a chefia de gabinete do ministério e saiu 'a pedido'; baixas desde o início da crise na pasta chegam a 18

Rosana de Cássia, da Agência Estado

26 de julho de 2011 | 09h46

O assessor especial do Ministério dos Transportes, Wilson Wolter Filho, foi exonerado a pedido. A portaria, assinada pela Casa Civil da Presidência, foi publicada nesta terça-feira, 25, no Diário Oficial da União. Wolter Filho assumia a chefia de gabinete do ministério, na última alteração do comando da pasta, em decorrência das denúncias de corrupção.

Nessa segunda-feira, 25, o engenheiro Luiz Antonio Pagot deixou o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). No fim da manhã, ele comunicou a assessores e funcionários do órgão que decidiu entregar o cargo, que havia assumido em 2006, em consequência da crise no ministério.

Desde o início do mês, quando estourou na imprensa o escândalo envolvendo denúncias de corrupção, cobrança de propina e tráfico de influência no Ministério dos Transportes e principais estatais (Dnit e Valec), a crise provocou a demissão do então ministro Alfredo Nascimento (PR-AM), do diretor da Valec, José Francisco das Neves, e de outros 15 integrantes da área. Dos 18 afastados, 14 eram filiados ou tinham ligação com membros do PR, partido que seria o responsável pelo esquema de corrupção. Na semana passada, Hideraldo Caron (PT) também deixou o cargo de diretor de infraestrutura do Dnit.

A presidente Dilma Rousseff, que prometeu continuar com a faxina no ministério, ainda não revelou quem serão os substitutos dos afastados e deve enviar uma lista com nomes para o Congresso na primeira semana de agosto.

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