AP /Julie Jacobson
AP /Julie Jacobson

Assessor de Segurança Nacional dos EUA quer visitar Brasil para encontro com Bolsonaro

Na mesma semana, filho de presidente eleito estará em Washington para aproximação com americanos

Beatriz Bulla, correspondente, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2018 | 23h16

WASHINGTON - O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, planeja uma viagem ao Brasil nos próximos dias 28 e 29, na qual deverá se encontrar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada com duas fontes pelo Estado. O governo americano ainda não bateu o martelo sobre a viagem, mas a possibilidade de que o americano se encontre com Bolsonaro vem sendo discutida nas últimas semanas.

No início do mês, em discurso, Bolton considerou a eleição de Bolsonaro no Brasil como um sinal positivo na América Latina e destacou que o brasileiro é um parceiro com ideias semelhantes às dos EUA. Bolton, que é um dos conselheiros de Trump para política externa, considera Bolsonaro como um aliado na região contra governos de esquerda como Venezuela, Cuba e Nicarágua – o que ele já chamou de “troica da tirania”.

A ideia é que Bolton vá ao Brasil antes de ir a Buenos Aires, na Argentina, para o encontro do G-20. Até o momento, a Casa Branca não respondeu questionamentos da reportagem sobre a viagem.

Dias antes de Bolton ir ao Brasil, o deputado eleito Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito e um dos articulares da aproximação do novo governo com os Estados Unidos, viajará a Washington. Na capital americana, ele participará de um evento a portas fechadas com membros do Brazil-US Business Council e de um almoço organizado pelo American Enterprise Institute nos dias 26 e 27. O grupo ligado a Eduardo Bolsonaro tenta costurar, nos EUA, conversas com parlamentares republicanos, integrantes da Casa Branca e membros do Conselho de Segurança Nacional.

Há cerca de 20 dias, o Brazil-US Business Council, que irá receber Eduardo Bolsonaro, organizou evento sobre as eleições no Brasil no qual esteve presente Landon Loomis. Loomis é conselheiro do vice-presidente Mike Pence e, por já ter morado no Brasil em posto na embaixada americana no País, é considerado uma das portas de acesso do grupo de Bolsonaro à Casa Branca.

A ideia é que, depois de Washington, ele vá a Nova York para um novo encontro com integrantes do mercado financeiro, como fez em agosto, acompanhado de Filipe Martins, assessor para assuntos internacionais do PSL.

Logo após a eleição, o filho de Bolsonaro já planejava uma viagem aos EUA com encontros com o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado, Mike Pompeo, mas os planos não saíram do papel e a viagem foi adiada para o final do mês. 

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