Assessor de Renan nega espionagem para intimidar senadores

Nova denúncia diz que presidente do Senado usa o cargo para intimidar e criar dossiês contra adversários

Agência Brasil,

08 de outubro de 2007 | 19h34

O assessor do gabinete da presidência do Senado Francisco Escórcio negou nesta terça-feira, 8, ter criado um esquema de espionagem em Goiânia para investigar a vida dos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO) e formar um dossiê que seria entregue ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). A acusação pode gerar o quinto processo contra o senador, desta vez, sob a acusação de usar o cargo para intimidar adversários políticos.   Veja Também:   Renan está levando Senado 'à sarjeta', diz Jarbas  Em nota, Renan nega espionagem contra senadores da oposição Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan    Em nota à imprensa, Escórcio confirma que esteve em Goiânia no dia 24 de setembro para obter documentos usados em processo contra a diplomação do governador do Maranhão, Jackson Lago, que seriam entregues a uma emissora de televisão. Na nota, Escórcio não revela o teor de tais documentos, que estariam de posse do advogado que trata de causa movida por uma coligação partidária com o objetivo de impugnar a diplomação de Lago.   "O objetivo da viagem foi reunir-me com o advogado patrono da causa de minha coligação partidária contra a diplomação do governador do Maranhão e obter cópia de alguns documentos que me foram solicitados por uma televisão desejosa de fazer uma matéria a esse respeito", afirma o assessor da Presidência do Senado.   Escórcio diz ainda que, no escritório do advogado, encontrou-se com o ex-deputado Pedrinho Abrão, a quem trata de "velho amigo". O assessor acrescenta que, em nenhum momento, tratou com Abrão de questões como espionagem dos senadores Marconi Perillo e Demóstenes Torres ou de denúncias contra Renan Calheiros.   Em nota divulgada nesta segunda, Renan negou ter patrocinado a ação de seu assessor, o ex-senador Francisco Escórcio, que teria procurado o empresário Pedro Abrão para tentar obter provas e formar um dossiê contra Demóstenes e Perillo. Renan afirmou que a acusação é "falsa" e que "práticas inescrupulosas" não fazem parte de seu "caráter". A nota também foi enviada a todos os senadores.   A oposição define nesta segunda-feira, 8, o quinto processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética. Desta vez, Renan é acusado de usar o cargo para intimidar seus adversários. Na lista dos desafetos, estão os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), José Agripino Maia (DEM-RN) e Marconi Perillo (PSDB-GO).  

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