Assessor de Renan diz que não vai tentar eleição

Ao contrário de ex-colegas, que geralmente preferem ficar no anonimato, Chiquinho Escórcio, o "espião" de Renan Calheiros, nunca primou pela discrição. Falador e vaidoso, sempre fez questão de ostentar seu poder como assessor de Renan e do ex-todo-poderoso ministro José Dirceu. "Às vezes, em conversa com senadores, eles dizem coisas que não teriam coragem de dizer externamente", vangloria-se.Com salário de R$ 9,3 mil para dar assessoria a Renan, Chiquinho explica seu trabalho: "É uma assessoria mais direta no campo político, vai por um lado e por outro para sentir como é que determinada coisa vai andar."Chiquinho foi suplente na década de 90 dos ex-senadores do PFL maranhense Alexandre Costa e Bello Parga e diz que não pretende disputar eleições, por causa de seu custo no Maranhão. "Para ser eleito é preciso, pelo menos, 70 mil votos ou R$ 3,5 milhões. Se não mudarem as regras, ninguém poderá fazer campanha. Para arranjar dinheiro passaria a ser escravo de quem me financiou e buscar um caixa 2. Logo, prefiro contemplar o passado de glória que eu vivi, que eu passei no Senado."Já Eurípedes Camargo, suplente de Cristovam Buarque (PDT-DF), não gosta de chamar atenção. Ele foi senador nos 14 meses em que Cristovam foi ministro de Lula. Hoje, é assessor da liderança do PT. "Minha tarefa principal é acompanhar as votações. Por ter sido parlamentar tenho acesso mais direto aos senadores."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.