Assessor de Lula vira alvo em inquérito de vazamento

Gilberto Carvalho teria envolvimento com o vazamento de dados sigilosos sobre a Operação Satiagraha

AE, Agencia Estado

02 de dezembro de 2008 | 19h40

A procuradora da República Ana Carolina Roman transformou em inquérito um procedimento investigatório aberto há 180 dias para apurar suspeitas de que o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, teria envolvimento com o vazamento de dados sigilosos sobre a Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF). Deflagrada no dia 8 de julho, a Satiagraha chegou a prender o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito da capital paulista Celso Pitta, entre outros.   Veja Também:   As fases da Operação Satiagraha: o que mudou e o que fica igual As prisões de Daniel Dantas  Os alvos da Operação Satiagraha  De acordo com a portaria assinada pela procuradora em 25 de novembro, o procedimento tem o objetivo de apurar se Carvalho usou de sua função na Presidência da República para obter informações privilegiadas junto à chefia da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh sobre a existência ou não de investigação contra Humberto Braz, diretor da Brasil Telecom.Segundo informações da Procuradoria em Brasília, Ana Carolina decidiu abrir o inquérito porque há uma regra imposta pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) segundo a qual os procedimentos investigatórios devem durar 90 dias, podendo ser prorrogados por igual período. A procuradora requisitou informações sobre o inquérito da Satiagraha para o juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis. Como se passaram 180 dias e os dados ainda não chegaram, ela decidiu converter o procedimento em inquérito, embora pudesse arquivá-lo.Ao justificar a abertura do inquérito, Ana Carolina disse que "há necessidade de analisar o áudio e a transcrição da interceptação telefônica procedida nos autos da chamada ''Operação Satiagraha'', que ainda não foram remetidos pela 6ª Vara Criminal de São Paulo". Ela acrescentou que "ainda existem outras diligências a serem tomadas".

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