Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Assessor de Lula defende MST e critica produtores rurais

O assessor especial da Presidência para a mobilização do Programa Fome Zero, Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Beto, defendeu hoje o Movimento dos Sem-Terra (MST) e da cordial recepção que a direção do movimento recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quarta-feira. Frei Beto criticou duramente a formação de milícias armadas por alguns produtores rurais como reação à crescente onda de invasões no País. "O que me espanta é que ninguém me pergunta como é que eu estou vendo esses ruralistas mostrando, exibindo armas, AR-5, homens encapuzados. Ninguém me pergunta isso. Só falam do MST, como se esses bandidos, financiados pelo latifúndio, fossem uma coisa natural", afirmou o assessor, que participou, em Belo Horizonte, de uma mesa redonda no seminário internacional "As Dimensões Éticas do Desenvolvimento", promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e pelo governo estadual. Frei Beto afirmou que o MST é parte da história que levou Lula e o PT à vitória nas últimas eleições presidenciais e que "o presidente tem uma cabeça afinada com as aspirações sociais do MST, que é a realização da reforma agrária neste país"."O fluxo de diálogo entre o MST e o governo sempre foi excelente. Esse encontro apenas manifestou algo que no dia-a-dia já vinha acontecendo e os dois estão interessados na mesma questão que é um desafio histórico: realizar nesse país a segunda reforma agrária, porque a primeira foi a das capitanias hereditárias, só valeu para um lado e agora a gente precisa resolver essa questão".Segundo o assessor, o movimento de luta pela terra é, na verdade, "vítima nesse processo". Frei Beto considerou exagerada a reação diante das demonstrações de intimidade entre Lula e os líderes do MST. E disse que ao colocar o boné do MST, o presidente estava tão somente reproduzindo um costume, que faz "parte da educação brasileira". "O presidente pôs a camisa do Corinthians, pôs a camisa do Santos, pôs o boné da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e ninguém protestou", comparou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.