Assessor de Alckmin critica discurso de Palocci

"Não é ele (Palocci) que está longe da economia. É a economia que está longe dele." A manifestação partiu do secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, em reação ao discurso feito nesta sexta-feira pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na sede da Câmara Americana de Comércio (Amcham), na capital paulista.Meirelles, um dos assessores mais próximos do governador de São Paulo e candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou que os bons fundamentos da economia e o descolamento da crise política decorrem da "boa política econômica", iniciada na administração Fernando Henrique Cardoso e que foi mantida por Palocci no governo Lula. "Não por acaso, o ministro Palocci afirmou, por três vezes, que foi o governo anterior, na gestão de Pedro Malan na Fazenda, que foi iniciado o processo de consolidação dos fundamentos da economia", acrescentou.Nada de maisPara Meirelles, o ministro da Fazenda "não disse nada de mais" no discurso e, além disso, foi injusto com os partidos de oposição, ao acusá-los de gerarem a crise política por causa da campanha eleitoral deste ano. "O que seria importante o ministro dizer, ou melhor, esclarecer, seria sobre o envolvimento dele em encontros com lobistas patrocinados supostamente por dinheiro de corrupção", observou. "Nos fatos mais recentes, que não são políticos, nós da oposição fomos condescendentes com ele (Palocci), porque julgávamos a economia mais importante. As crises foram geradas pelo PT e seus aliados. E não é justo dizer que a oposição está agravando o quadro político. O que queriam? Queriam que, diante do mar de lama, agora nós disséssemos: ´Que pena.´ Não faremos isso", acrescentou.Meirelles insistiu que a oposição manterá o grau de serenidade, enquanto essa condição for exigida para a continuidade da economia estável. Entretanto, ele ressalvou que, conforme o próprio ministro Palocci disse, a economia se mantém estável, independentemente dos rumos da crise política. "Isso demonstra, portanto, que ele (Palocci) não tem mais importância", opinou.

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