Assessor da Presidência desmente tensão entre Lula e Obama

Segundo a imprensa, militares brasileiros teriam se queixado de uma suposta estratégia dos militares dos Estados Unidos de divulgar que houve aumento de violência no Haiti para desmoralizar o trabalho das Forças Armadas do Brasil, no país desde 2004

EFE

23 de janeiro de 2010 | 00h24

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, descartou nesta sexta-feira que exista uma tensão entre o presidente Luiz Inácio

Lula da Silva, e seu colega americano, Barack Obama, pela liderança na reconstrução do Haiti.

 

"Não há mais problema algum. O que ocorreu foi uma ação isolada, provavelmente de algum oficial mais arrogante", comentou Garcia, citado pela "Agência Brasil", diretamente de La Paz, onde representou Lula na cerimônia de posse do presidente boliviano, Evo Morales.

 

García comentou que Lula e Obama conversaram por telefone, e Obama afirmou que "tudo não passou de um mal-entendido". Segundo a imprensa, militares brasileiros teriam se queixado de uma suposta estratégia dos militares dos Estados Unidos de divulgar que houve aumento de violência no Haiti para desmoralizar o trabalho das Forças Armadas do Brasil, no país desde 2004.

 

De acordo com Garcia, Obama assegurou a Lula que os militares americanos cuidarão exclusivamente da ajuda humanitária e deixarão a parte de segurança com os brasileiros.

 

"Houve inúmeros elogios e reconhecimentos. Os militares brasileiros são respeitados e estimados. Isso é muito importante", apontou García.

 

As Forças de Paz das Nações Unidas no Haiti reúnem 7 mil homens, de 16 países. O Brasil mantém 1.266 militares em Porto Príncipe e outras regiões do país.

 

O terremoto que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

 

Em declarações, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil. Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.

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