Assentados podem perder terras no RS

O governo do Rio Grande do Sul tenta garantir a permanência das 60 famílias assentadas na Granja Três Pinheiros, em Capão Bonito, a 380 km da capital gaúcha. A área foi desapropriada por improdutividade, em decreto do governo estadual emitido em 21 de novembro do ano passado, mas os proprietários da fazenda recorreram à decisão judicial e obtiveram, hoje, a suspensão da medida.A juíza de Lagoa Vermelha, município do qual Capão Bonito foi emancipado em 1996, Vanessa Caldim, deu um prazo até amanhã para que as famílias deixem o local, e convocou a Brigada Militar para participar da desocupação. O MST vai tentar obter uma liminar para anular a sentença, e informou que não pretende deixar o local. "Vamos resistir", disse Antoninho Mattes, da coordenação do movimento no Estado.O secretário extraordinário de Reforma Agrária, Antônio Marangon, fez contato com o Tribunal de Justiça para que haja adiamento do cumprimento do despejo, até que seja julgado o mérito da questão. "O Estado agiu legalmente, de acordo a lei federal que permite desapropriação em áreas improdutivas", afirmou. Marangon disse que o Estado ainda não sabe como vai agir caso o TJ negue o pedido. Ele disse que o Rio Grande já depositou R$ 2,28 milhões no ato da desapropriação.

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