Assembléia gaúcha decide investigar morte de Jango

Subcomissão pretende tomar depoimentos de pessoas que possam oferecer informações novas ao caso

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2008 | 16h26

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul criou nesta quarta-feira, 20, uma subcomissão para investigar a morte do ex-presidente da República João Goulart, ocorrida em 6 de dezembro de 1976. O grupo será formado pelos deputados estaduais Adroaldo Loureiro (PDT), Dionilso Marcon (PT), Paulo Brum (PSDB) e Marco Peixoto (PP), que terão 120 dias de prazo para apresentar o relatório final. A subcomissão pretende tomar depoimentos de pessoas que possam oferecer informações novas ao caso e vai começar ouvindo o uruguaio Mario Neira Barreiro, preso na penitenciária gaúcha de Alta Segurança de Charqueadas por roubo e tráfico de armas. Funcionário dos serviços de inteligência do Uruguai nos anos 70, ele vem dizendo há oito anos que o ex-presidente brasileiro não morreu de enfarte decorrente de causas naturais, como diz a versão oficial, mas foi assassinado. Segundo Barreiro, os comprimidos que Jango tomava para seus problemas cardíacos foram substituídos por cápsulas de veneno a pedido do governo brasileiro. Segundo Loureiro, a Assembléia Legislativa gaúcha tem o dever de colaborar com a Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República e o Congresso Nacional, que já investigam o caso. "Queremos nos integrar a esse processo, não podemos esquecer a trajetória política e as reformas iniciadas por Jango", afirmou o parlamentar.

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