Assembléia do RS investiga licitações do governo

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou a criação de uma subcomissão especial para investigar as licitações vencidas pela Pangea Viagens e Turismo durante o atual governo. O diretor da empresa, Diógenes de Oliveira, foi colocado sob suspeita por sua ex-sócia, Maria Ângela Fachini. Ela denunciou ao Ministério Público uma licitação da Secretaria da Saúde que teria sido fraudada para beneficiar a Pangea, em dezembro de 2001. Em troca, Diógenes teria usado sua influência no PT para conseguir a transferência do responsável pela licitação para a Metroplan, fundação responsável pelo planejamento da região metropolitana de Porto Alegre.Intrigados com a história contada por Maria Ângela, alguns deputados de oposição fizeram um levantamento de todos os serviços prestados pela Pangea a órgãos do governo. Constataram que a agência de viagens também atendia a empresas como a Procergs e a TVE. Agora, a subcomissão vai investigar as circunstâncias de cada uma das licitações, para saber se elas eram viciadas e se havia tráfico de influências. O relator será o deputado Vieira da Cunha (PDT), o mesmo que elaborou as conclusões da CPI da Segurança Pública, no ano passado, concluindo que o Clube de Seguros da Cidadania, também dirigido por Diógenes, havia recebido dinheiro do jogo do bicho para comprar um prédio que cedeu, em comodato, ao PT, até maio deste ano.A subcomissão não tem poder de convocar depoentes, mas o presidente da CCJ, Jair Foscarini (PMDB), acredita que os convites serão aceitos, porque há interesse público em esclarecer o caso. Os deputados governistas ainda não decidiram se vão participar dos trabalhos, que começam na próxima terça-feira. "A CPI (da Segurança Pública) já tratou desse assunto e não encontrou nada", justificou Ivar Pavan (PT).

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