Assembléia do Rio vai apurar contratação de fantasmas

A Assembléia Legislativa do Rio abriu um processo ético-disciplinar para investigar cinco deputados estaduais acusados de contratar assessores fantasmas em seus gabinetes, com o objetivo de desviar salários e auxílio-educação. Em alguns casos, também foram tomados empréstimos em nome de falsos servidores da Casa.Todos constam como nomeados pelos deputados Délio Leal (PMDB), Edino Fonseca (PR), Renata do Posto (PTB), João Peixoto (PSDC) e Álvaro Lins (PMDB). A averiguação tramita na Comissão de Ética da Alerj, que anteontem intimou os parlamentares a apresentar defesa em cinco dias. Em tese, eles poderão ser advertidos, ter direitos suspensos e até perderem os mandatos."Minha proposta é terminar a investigação em quinze dias", adiantou o relator do processo, deputado Edson Albertassi (PMDB). O Estado tentou falar com todos os parlamentares envolvidos. Somente Lins respondeu, por nota, na qual afirmou ter contratado uma assessora por indicação de um colaborador e tê-la demitido quando constatou o valor do auxílio-educação que ela receberia. Nenhum dos outros deputados respondeu aos telefonemas.Em declarações anteriores, os parlamentares negaram qualquer envolvimento com o caso e alegaram ter sido induzidos a erro. Fonseca também relatou ter atendido a um pedido.A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e o Ministério Público Estadual também investigam o caso.

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