Assembléia do Rio decide na sexta se processa deputado

Por unanimidade, a Mesa Diretora da Assembléia Legislativa aprovou hoje o relatório do corregedor-geral da Casa, deputado Leandro Sampaio (PMDB-RJ), que apontou indícios de quebra de decoro por parte do deputado Alessandro Calazans (afastado do PV), e deu ao acusado três dias para defesa por escrito. Na sexta-feira, o colegiado de nove parlamentares decidirá se envia o caso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para abertura de processo de perda de mandato ou se vai ele próprio aplicar outra sanção, mais leve - ela poderá ser de censura ou suspensão temporária do mandato."Acho que existe um indicador da decisão da sexta-feira", afirmou o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), que não quis se aprofundar nos comentários, para que não se configurasse um pré-julgamento. A primeira-vice-presidente da Assembléia, Heloneida Studart (PT), que participou da comissão que ajudou Sampaio a fazer seu relatório, declarou que já há indícios suficientes de quebra de decoro parlamentar. Calazans, que presidiu a CPI da Loterj, sobre o caso Waldomiro Diniz, é acusado de ter participado de uma suposta tentativa de extorsão contra um dos investigados pela comissão, o empresário de jogos Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Outro acusado é o deputado federal André Luiz (PMDB-RJ), que é processado na Câmara. A principal prova na Alerj é a gravação de um encontro de Calazans com um emissário de Cachoeira, Jairo de Sousa, no qual se falou do pagamento. O registro foi considerado autêntico e sem montagens pelo perito Ricardo Molina, da Unicamp, mas a perícia tem sido atacada pelo deputado."Esse laudo é imprestável", repete Calazans, que também pediu uma perícia na gravação.

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