Assembléia do Rio cassa mandato do deputado Álvaro Lins

Chefe da Polícia Civil na gestão Garotinho, ele é acusado, entre outros, de corrupção e lavagem de dinheiro

Agência Brasil,

12 de agosto de 2008 | 19h14

A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro cassou nesta terça-feira, 12, o mandato do deputado Álvaro Lins (PMDB) por 36 votos favoráveis e 24 contrários. A votação foi secreta. O deputado é acusado na Justiça Federal de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis quando era chefe da Polícia Civil do Estado, de 2000 a 2006, nos governos de Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, todos do PMDB.   Denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) sob as acusações de formação de quadrilha armada, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e facilitação de contrabando, Lins foi preso no fim de maio durante a operação Segurança Pública S/A, da Polícia Federal (PF). Na ocasião, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Garotinho, acusado de ter dado sustentação política à "organização criminosa" supostamente comandada por Lins. A prisão, porém, durou pouco - ele foi solto no dia seguinte, por decisão de colegas da assembléia (40 votos a 15), que a consideraram, na época, "ilegal".   O relatório aprovado pelo Conselho de Ética é baseado principalmente nas provas enviadas pela PF. O corregedor da Casa, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), comentou a decisão de Lins de retirar o recurso que havia apresentado na sexta-feira à CCJ: "Talvez o deputado tenha avaliado que politicamente teria menos desgaste assim." Lins nega as acusações. Nesta segunda, antes de retirar o recurso, ele alegou que houve cerceamento de defesa.   (Com Agência Brasil e Felipe Werneck, de O Estado de S. Paulo)

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