Assembléia do Rio abre processo para cassar deputado

A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa fluminense decidiu hoje abrir, na Comissão de Constituição e Justiça da Alerj, processo de cassação contra o deputado Alessandro Calazans (sem partido), aprovando voto do presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), que questiona a principal prova do caso. Segundo o texto acolhido por unanimidade, "o laudo (do perito Ricardo Molina, da Unicamp) merece sérios reparos" e tem "afirmações de caráter subjetivo". Três parlamentares declararam que, se decidissem hoje, inocentariam Calazans, que disse que a CCJ é o "instrumento pertinente" para a investigação."O clima é de absolvição", contou ao Estado um deputado que assistiu à reunião da Mesa, pedindo anonimato.Picciani, em entrevista, disse que a abertura do processo não significa culpa do acusado. "A CCJ, como comissão processante, fará as investigações", disse. Calazans é acusado de, como presidente da CPI da Loterj, ter tratado com Jairo de Sousa, emissário do empresário Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, da retirada do nome de Cachoeira da CPI. Essa conversa foi gravada por Sousa - a gravação foi considerada por Molina autêntica e sem montagens, o que foi contestado pela defesa do parlamentar, que apresentou laudo de dois peritos que contratou, Mauro Ricart e Maria do Carmo Gargaglione.Antes da decisão, Calazans apresentou sua defesa escrita, com o laudo dos peritos que contratou. O documento afirma que a gravação é de baixa qualidade, apresenta faixas de descontinuidade do ruído de fundo e traz uma transcrição do diálogo diferente da de Molina.

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