Assembleia de São Paulo instala CPI da Bancoop

Líderes dos partidos na Alesp terão 15 dias para indicar seus representantes na comissão

Carolina Freitas, Agência Estado

09 de março de 2010 | 18h38

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Barros Munhoz (PSDB), assinou nesta terça-feira, 9, documento para a instalação da CPI da Bancoop. A comissão, pedida em requerimento de outubro de 2008 pelo deputado Samuel Moreira, líder do PSDB na Casa, investigará denúncias sobre a existência de um esquema de desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) para campanhas eleitorais do PT.

 

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A CPI será criada a partir da publicação do documento assinado por Munhoz no Diário Oficial da quarta-feira, 10. Os líderes dos partidos na Alesp terão então 15 dias para indicar seus representantes na comissão. O grupo será composto de acordo com o princípio da proporcionalidade. Pela tradição da Casa, o próprio proponente da CPI, Samuel Moreira, deve presidi-la. Só depois dessas definições será marcada a primeira reunião de trabalho do grupo.

 

Apesar do caso Bancoop ter voltado ao noticiário nesta semana, a denúncia de desvio de dinheiro para a campanha do PT chegou ao gabinete do deputado Samuel Moreira em junho de 2008 e, em outubro do mesmo ano, parlamentares do PSDB já haviam colhido 35 assinaturas, o suficiente para a instalação da CPI. Desde então, o requerimento aguardava uma data para instalação na fila de comissões propostas na Assembleia.

 

Uma das primeiras providências dos tucanos depois de composta a CPI deve ser convocar para depor o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que presidiu a Bancoop até fevereiro deste ano. Desde as primeiras denúncias, em 2008, ele já teria sido convidado duas vezes a dar explicações na Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Assembleia, mas não compareceu.

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