Assembléia da CNBB começa amanhã

Mais de 300 cardeais, arcebispos e bispos vão participar da 39.ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se reunirá de quinta-feira até o dia 19, no Mosteiro de Itaici, município de Indaiatuba, a 110 quilômetros de São Paulo. O episcopado brasileiro tem 417 membros, dos quais 308 estão na ativa e 109 são bispos eméritos ou aposentados.O grande número de participantes, um recorde em comparação com os anos anteriores, explica-se pela importância do tema central em discussão e pela coincidência do fim da assembléia com o início do 14.º Congresso Eucarístico Nacional, de 19 a 22, em Campinas."Além de aproveitarem a possibilidade de assistir às principais celebrações do Congresso Eucarístico, os bispos terão a oportunidade de refletir sobre o papel do episcopado na vida da Igreja", observa o secretário-geral da CNBB, d. Raymundo Damasceno Assis, ao explicar o interesse especial despertado pela reunião de Itaici. O tema central será CNBB - vida e organização a serviço de sua missão hoje.A reflexão sobre o tema começará na manhã de sexta-feira com uma exposição do cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, presidente da comissão que redigiu o projeto dos novos estatutos da CNBB, a ser votado na assembléia. A redação final do trabalho incorporou várias emendas enviadas pelos bispos.No sábado, a assembléia interromperá os debates para o retiro espiritual. O pregador será um teólogo italiano, monsenhor Bruno Forte, professor na Universidade de Nápoles. "Nós o convidamos porque ele é um especialista em eclesiologia e, portanto, na questão em debate em Itaici, que é o papel dos bispos ou do colegiado episcopal na vida da Igreja", informa d. Damasceno. Poliglota, monsenhor Bruno falará em português.A redação do projeto a ser votado pela assembléia modificou a versão provisória do anteprojeto, mas o essencial não mudou. Uma das sugestões acolhidas pela comissão presidida pelo cardeal da Bahia foi chamar de Comissão Pastoral Episcopal o Comitê Executivo que, pela proposta inicial, substituiria a atual Comissão Episcopal de Pastoral (CEP).Uma das inovações mais importantes do Projeto de Revisão dos Estatutos será um artigo que proíbe a eleição de bispos auxiliares (que não têm dioceses próprias, mas trabalham com bispos diocesanos) para os cargos de presidente e vice-presidente da CNBB. Como se trata de uma orientação do Vaticano, a mudança deverá ser aprovada sem dificuldade.

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