Assembleia da Bancoop vai parar na delegacia

Foi parar na polícia a Assembleia Geral Ordinária da Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários. Ocorrida em 19 de fevereiro, a reunião reconduziu por aclamação João Vaccari Neto ao cargo de diretor-presidente da entidade, elegeu o conselho fiscal e aprovou o balanço financeiro dos últimos 4 anos.Alegando abusos, muitos cooperados registraram boletim de ocorrência de preservação de direitos. Eles sustentam que foram impedidos de entrar no local de votação pelo fato de estarem discutindo na Justiça a validade de cobranças. Os que ganharam liminar tiveram entrada autorizada, mas não puderam votar. Denunciam "jogo de cartas marcadas" - bancários teriam se associado à Bancoop em cima da hora para participar da assembleia.A cooperativa destacou que os trâmites legais foram cumpridos e a assembleia realizada com amparo em decisão do Tribunal de Justiça, que cassou liminar que impedia a votação das contas. "Não houve irregularidade alguma", rechaçou o advogado Pedro Dallari, que defende a Bancoop.Dallari anunciou que a 37ª Vara Cível da Capital homologou ontem acordo entre o Ministério Público e a Bancoop. O acordo foi alvo de representação de cooperados ao Conselho Nacional do Ministério Público. "O acordo estabelece cronograma de pagamentos e obrigações para a Bancoop do ponto de vista de auditagens, balanços e adoção de práticas de boa governança. É inédito, obriga a cooperativa a seguir uma série de procedimentos típicos de sociedade comercial. O Judiciário sistematicamente vem dando ganho de causa à Bancoop."

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