Assembléia avalia bônus para professores estaduais de SP

Professores e diretores de escolas estaduais de São Paulo que trabalham 40 horas por semana vão receber bônus de pelo menos R$ 1.000 e R$ 1.500, respectivamente. Os valores constam de um projeto que deve ser votado amanhã na Assembléia, penúltimo dia de sessão de 2001 e foram calculados a partir de uma combinação de dois fatores: a freqüência do funcionário e um conjunto de indicadores da escola - resultado no Saresp (a avaliação oficial), taxa de evasão e a média de freqüência de todos os servidores do magistério da escola.Assim, quanto menos faltas e melhores os indicadores, mais dinheiro será repassado. Quem trabalha menos de 40 horas semanais receberá um valor proporcional à jornada de trabalho. Ao atrelar a assiduidade com indicadores coletivos, o governo pretende "avaliar o trabalho de cada escola como um todo", diz a chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Educação, Eliana Bucci. Outra meta é desestimular faltas. "Temos um problema grande de assiduidade porque o servidor público do Estado tem direito a uma média de três faltas por mês."Segundo Eliana, mesmo quem faltou ou teve licença por motivo de saúde receberá algum dinheiro. A estimativa é que 230 mil funcionários recebam o bônus, que custará R$ 230 milhões aos cofres públicos. O deputado César Callegari (PSB) critica o fato de o governo ter enviado o projeto nos últimos dias de funcionamento da Assembléia. "Fica parecendo que, sem o bônus, o governo não cumpriria a meta de investir 30% da arrecadação na educação."

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