Assembleia aprova salário de R$ 18.725 para Alckmin

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem, por unanimidade, o reajuste do salário do governador eleito, Geraldo Alckmin, que passa de R$ 14.850 para R$ 18.725. Os subsídios do vice-governador e dos secretários aumentaram na mesma proporção de 26,1%, e foram para R$ 17.789 e R$ 14.980, respectivamente. O impacto estimado nas contas do governo é de R$ 600 milhões e irá beneficiar cerca de 11.800 funcionários e pensionistas que recebem o teto do funcionalismo do Estado.

AE, Agência Estado

10 Dezembro 2010 | 11h04

Segundo a emenda que autorizou o reajuste, o valor foi calculado com base na inflação acumulada desde 2005 - quando foi concedido o último aumento ao governador. Contudo, o reajuste foi cerca de 0,8% maior que o valor medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) no período. Conforme o índice, a inflação acumulada de dezembro de 2005 a novembro de 2010 (último mês para o qual há dados disponíveis) é de 25,3% - e não os 26,1% concedidos ao governador e aos secretários.

O projeto do novo salário, que a Assembleia mandará ao governador Alberto Goldman (PSDB) para sanção, foi votado depois de acordo entre os líderes das bancadas - até a oposição ao governador eleito apoiou o aumento. "Essa é uma discussão que vem sendo travada desde 2008, já que o teto do funcionalismo não era reajustado desde 2005. Depois de amplas discussões com entidades do funcionalismo e com o governo, chegamos a esses valores", afirmou o presidente da Casa, Barros Munhoz (PSDB). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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