Assassinos de ambientalistas teriam fugido de Nova Ipixuna

Polícia intensifica buscas nas rodovias, mas até o momento nenhum suspeito foi preso; de acordo com moradores, os assassinos já teriam deixado a cidade onde o crime ocorreu

Carlos Mendes, da Agência Estado

30 de maio de 2011 | 18h52

BELÉM - Sete dias depois do assassinato do casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, morto a tiros por pistoleiros em uma estrada de acesso ao assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, a 45 quilômetros de Nova Ipixuna (PA), a polícia mantém vinte homens na área, coletou vários depoimentos de agricultores, mas ainda não conseguiu prender os criminosos. As informações mais recentes, que a polícia não confirma, garantem que os assassinos teriam fugido da região.

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A facilidade de pegar um barco e atravessar para áreas mais seguras, de acordo com alguns sindicalistas, torna difícil o trabalho policial para localizar os pistoleiros. As barreiras policiais feitas ao longo da rodovia PA-150 têm se tornado inúteis. Os veículos que são parados e revistados carregam madeira, gado ou pertencem a empresas particulares. Ônibus de linhas intermunicipais também são parados, mas nenhum suspeito até agora foi preso.

O que dificulta as buscas policiais é o fato de não existir sequer um retrato falado dos criminosos. O crime não teve testemunhas. A morte de Erenilton Pereira dos Santos, quatro dias depois da morte do casal, segundo o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, não tem qualquer vinculação com o assassinato da dupla. Os movimentos sociais ligados à questão agrária, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Igreja Católica, cobram maior empenho da polícia para prender não apenas os assassinos do casal e de Pereira dos Santos como também os mandantes.

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