Assassinatos de índios subiram para 62% em 2007, diz relatório

Segundo o Cimi, número é o maior desde 1988; MS é o local com maior número de assassinatos

Tatiana Fávaro, de O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2008 | 16h21

O Conselho Indigenista Missionário  (Cimi) divulgou nesta quinta-feira, 10,  o relatório Violência Contra os povos Indígenas no Brasil, com dados sobre violência praticada contra indígenas e sobre as violações de seus direitos. O documento, apresentado na 46ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aponta que, em 2006, foram 57 assassinatos e em 2007, 92 casos - 62% a mais que em 2006 e o maior número de casos desde 1988, quando a entidade começou a fazer o levantamento anual.    Veja Também:  Íntegra do relatório: parte IÍntegra do relatório: parte IIÍntegra do relatório: parte III ESPECIAL: as reservas indígenas do Brasi l  O Estado de Mato Grosso do Sul tem sido o local com maior número de assassinatos - foram 27 casos em 2006, dois a menos do que o registrado em 2005, e 53 casos em 2007, número 99% maior que em 2006.  O relatório também chama a atenção para a situação no Maranhão, onde foram registrados dez assassinatos e em Pernambuco, com sete casos.O Cimi acompanha por meio do trabalho de missionários e levantamento de dados os casos de violência com povos indígenas.  Das ocorrências de assassinatos em 2006, o Cimi aponta que 11 foram praticadas por não-indígenas. Os meios utilizados foram armas de fogo (em 12 casos), armas brancas como facas, canivetes, facões (28 casos) e outros meios como pedaços de madeira, ferro, espancamentos ou meios desconhecidos. Em 2007, predomina o uso de armas brancas: são 42 casos cometidos com faca, facão ou foice, 24 assassinatos por arma de fogo e outros por espancamentos e estrangulamentos. Além de MS, o documento cita as ocorrências na Bahia, onde em 2004 e 2005 não houve registro de assassinatos e, em 2006, cinco casos foram registrados.    

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