Assassinato de índio pode chegar ao Supremo

O caso da morte do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, queimado vivo em 1997 quando dormia num ponto de ônibus, em Brasília, poderá ir parar no Supremo Tribunal Federal. A defesa de Max Rogério Nunes, um dos acusados pela morte, pediu um recurso que poderá levar o caso à instância máxima da Justiça brasileira. A defesa de Nunes ingressou, nesta semana, com nova ação no Superior Tribunal de Justiça, pedindo a revisão de uma decisão do ministro Nilson Naves que caracterizou o crime como homicídio doloso, e determinou que o julgamento dos acusados fosse realizado pelo Tribunal do Júri Popular. O recurso em favor de Max Nunes será analisado nos próximos dias pelo vice-presidente do STJ, Nilson Naves. Caso ele reconsidere sua decisão, acatando o recurso da defesa, o processo será remetido ao STF, a quem caberá decidir se o julgamento dos acusados pela morte de Galdino dos Santos será feito pelo Júri Popular ou por um juiz de primeiro grau. No recurso, a defesa de Max Nunes alega ter havido erro na tramitação do processo e cerceamento do direito de defesa dos acusados. O advogado do acusado alega, também, que a decisão do STJ deve ser reformulada, porque a Justiça de primeira instância desclassificou crime como doloso. A Justiça de Brasília considerou que o caso de Galdino foi lesão corporal seguida de morte. Além de Rogério, estão denunciados e presos pela morte de Galdino Antônio Novely Cardoso de Vilanova, Tomas Oliveira de Almeida e Eron Chaves Oliveira.

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