Ascensão eleitoral leva a cálculo do custo-benefício

Coordenadores da campanha evitam expor candidata após fortalecimento nas pesquisas

Bastidores: Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2010 | 11h04

A célere ascensão eleitoral de Dilma Rousseff, tecnicamente empatada com o tucano José Serra, fortaleceu no comando político do PT a máxima de que o critério para decidir sua agenda será o custo-benefício. A aritmética, na política, é simples: somar votos e diminuir riscos.

 

Há em torno de 40 pedidos para que Dilma participe de debates de jornais, revistas, TV e internet, conceda entrevistas exclusivas e confronte pontos de vista com adversários em encontros de entidades e corporações. A presença da petista não foi confirmada em debates. A única certeza é que participará de embates na TV aberta, a partir de agosto, por duas razões: 1) o temor do impacto negativo de uma eventual ausência de Dilma por causa da ampla penetração da televisão no eleitorado; 2)a defesa histórica que o PT fez de debates televisivos, ainda que o presidente Lula, em 2006, tenha evitado o confronto com Geraldo Alckmin (PSDB) na TV Globo.

 

Já os debates na internet serão avaliados caso a caso. O impacto das novas mídias inquieta a cúpula petista. A propagação de vídeos e áudios na internet, algo novo se comparado ao pleito de 2006, pode trazer danos e ganhos imprevisíveis.

 

Coordenadores da campanha querem, por exemplo, garantias de que "baixarias" em perguntas de internautas serão filtradas. O PT alega que não há estratégia deliberada de evitar debates. Mas, após as crises políticas de 2005 e 2006 e, sobretudo, com os rumores de espionagem na campanha de 2010, acha que é melhor prevenir que remediar. Já as entrevistas a rádios no interior serão estimuladas, pelo baixo risco.

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