As três versões de Arruda para a violação

O senador José Roberto Arruda (sem partido - DF) apresentou hoje aoConselho de Ética do Senado sua terceira versão sobre seu envolvimento do processo de violação do painel de votação da Casa. Ele desmentiu seu colega Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que na véspera afirmara aos membros que seu nome fora aleatoriamente envolvido por Arruda no episódio. Contestou também depoimento da ex-diretora do Prodasen Regina Borges, segundo a qual Arruda lhe pedira a violação, em nome de ACM.Arruda manifestou publicamente sobre a violação em três ocasiões, perante seus colegas senadores. Suas colocações, em ordem cronológica, são as seguintes: 18/04/01 - Logo após o anúncio oficial da violação do painel, comprovada em laudo pela Unicamp, Arruda subiu à tribuna e disse: "Não conhecia, não vi, não tomei conhecimento, não fui informado e não sei se existe a tal lista de votação".23/04/01 - Novamente da tribuna, já depois do depoimento de Regina Borges ao Conselho de Ética, no dia 19/04, em que o acusa de ter pedido a violação do painel, em nome de ACM: "Vi o depoimento da dra. Regina.Difícil negar-lhe a veracidade, os encontros inclusive." No entanto, negou que ele ou ACM tivesse pedido a lista de votação: "É preciso ficar muito claro que não pedi, muito menos determinei, em meu nome ou no do presidente Antônio Carlos, que sua senhoria (Regina Borges) obtivesse a lista".27/04/01 - Hoje, em depoimento ao conselho, Arruda admite que ACM lhe sugerira "consultar" a ex-diretora do Prodasen sobre a possibilidade de violação do painel. "dra. Regina, sobre a boataria no Senado (possívelviolação do sigilo do voto), o presidente Antônio Carlos me pediu que lhe fizesse uma consulta: quando o voto é secreto, vocês ficam sabendo no Prodasen? Se ficam sabendo, ele quer essa informação."

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