Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Artistas e comunicadores se reúnem para manifestar apoio à Dilma

Ato promovido pelo grupo 13 Tons de Vermelho contou com cerca de 2 mil pessoas declarando voto na petista

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 23h27

Com apenas R$ 700 -bancados pelos organizadores- e um discurso à esquerda do PT, um grupo de artistas, comunicadores e produtores culturais conseguiu nesta quinta-feira levar mais de duas mil pessoas ao Largo da Batata, em Pinheiros, para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

O ato promovido pelo grupo 13 Tons de Vermelho não teve qualquer vínculo com a campanha oficial de Dilma. As poucas lideranças que foram à praça, como o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, o presidente do PT paulista, Emidio de Souza e o deputado federal Vicente Cândido, estavam misturados entre os demais participantes.

Sem discursos políticos nem a presença de autoridades, o ato lembrava as manifestações de junho do ano passado, algo do qual a campanha Dilma (que estipulou limite de gastos de R$ 338 milhões) tenta se aproximar sem sucesso desde o início da disputa eleitoral.

Expoentes da cena alternativa paulistana como as cantoras Bárbara Eugenia e Catarina Dee Jah, o poeta Lirinha, o produtor Tutu Moraes e Fabio Trummer, da vocalista da banda pernambucana Eddie, se revezaram como DJs. Garotas com vestidos floridos e rapazes no estilo hipster dançavam ao som de MPB, bebiam cerveja e fumavam maconha enquanto acenavam bandeiras de Dilma. O clima era de bailinho a céu aberto. Muitos dos participantes votaram em outros candidatos no primeiro turno mas agora apoiam a reeleição da petista.

"Votei na Luciana Genro (Psol) no primeiro turno mas estamos em uma fase de retrocesso, tudo é tão careta que chegamos no limite. Está todo mundo nadando no raso", resumiu Bárbara Eugenia.

O evento começou 18h e às 22h ninguém dava sinal de que iria arredar pé.

Segundo os organizadores, o público-alvo eram os eleitores indecisos e defensores do voto nulo.

"Temos um monte de críticas em relação ao governo Dilma mas acreditamos que com ela é possível um diálogo em torno das 13 pautas que propomos", disse a editora Maria Lutterbach, uma das organizadoras.

Entre as pautas estão a legalização do aborto, adoção de uma nova política para as drogas, desmilitarização da política e reforma política.

"Isso é uma lição para o PT", admitiu Vicente Cândido.

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