Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Arthur Virgílio foi extremamente injusto com o partido e comigo, diz Alckmin

Prefeito de Manaus considerou que a prévia organizada pelo partido, que tem o governador de São Paulo como líder nacional, seria uma 'fraude'

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2018 | 11h32

SÃO PAULO - O governador paulista, Geraldo Alckmin, que preside o PSDB e é pré-candidato ao Planalto pelo partido, afirmou neste sábado, 24, que o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, foi "injusto" com ele e com o partido.

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Nesta sexta-feira, 23, Virgílio anunciou sua desistência em disputar prévia com Alckmin pelo posto de candidato à Presidência pelo PSDB. Além disso, o prefeito de Manaus afirmou que a disputa seria uma "fraude" e chamou o governador de "cínico". Com a desistência, Alckmin afirmou que não haverá prévias no partido, "a não ser que apareça outro candidato."

"Acho que ele foi extremamente injusto com o partido e injusto comigo, mas vamos em frente", disse o governador neste sábado, após participar de uma vistoria das obras da futura estação do metrô em Congonhas.

O governador negou que possa haver punição a Arthur Virgílio após as declarações e disse que sempre está aberto ao diálogo. "Eu sempre converso. A única verdade que ele falou é que eu sou meio 'jeca'", declarou Alckmin.

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Governo do Estado. Alckmin negou também que haja algum movimento para cancelar as prévias na disputa pela candidatura tucana ao governo de São Paulo, mas admitiu que pode haver um consenso entre os pré-candidatos. Ele lembrou que uma reunião no dia 5 de março definirá data e modelo do processo.

"Se você tem mais de um candidato, você precisa escolher. Você pode escolher num ambiente mais restrito e pode fazer uma audiência maior. Prévia não divide, prévia escolhe."

O prefeito da capital paulista, João Doria, o secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, e o cientista político Luiz Felipe d'Ávila disputam a indicação.

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Temer. Alckmin afirmou que o presidente Michel Temer tem "direito" de ser candidato à reeleição. Em meio à crescente especulação sobre os objetivos eleitorais de Temer após a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, Alckmin disse que esse não pode ser o objetivo do governo com a medida.

"Eu não tenho esse dom de penetrar consciências, espero que não tenha sido essa a motivação, mas, efetivamente, a grave situação no Rio de Janeiro."

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