Arruda vai para sala menor, sem banheiro e sem janelas

Sala anterior, de 40 metros quadrados, tinha janelas amplas, mesa, cama de solteiro, sofá e banheiro privativo

Carol Pires, Agência Estado

19 de fevereiro de 2010 | 18h02

O governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), foi transferido da sala onde estava preso na superintendência da Polícia Federal para um espaço menor, sem banheiro privativo e sem janelas, segundo confirmou esta tarde o Secretário de Comunicação do governo do Distrito Federal, André Duda. A transferência foi feita na tarde desta sexta-feira, 19.

 

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De acordo com o secretário, a sala onde José Roberto Arruda está agora tem 12 metros quadrados e é mobiliada apenas com uma cama beliche. O espaço fica localizado no Comando de Operações Táticas (COT), na Superintendência da PF.

 

A sala antiga, de 40 metros quadrados, na Diretoria Técnico Científica, também na Superintendência da PF, possuía amplas janelas, de onde o governador podia espiar o que se passava do lado de fora do prédio, uma mesa, uma cama de solteiro, sofá e banheiro privativo, que podia ser usado apenas com a porta aberta.

 

A defesa do governador afirmou, por meio da assessoria de imprensa de Arruda, que a transferência é "absurda" e o novo espaço não condiz com o status de um governador, a quem a Lei garante uma sala de estado maior em caso de privação de liberdade determinada pela Justiça. José Roberto Arruda teve a prisão cautelar decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela acusação de tentar obstruir as investigações contra ele no caso do "Mensalão do DEM", deflagrado pela Operação Caixa de Pandora.

 

Os advogados de José Roberto Arruda estão reunidos esta tarde estudando quais medidas podem ser tomadas para garantir o retorno do governador para uma sala com melhores instalações.

 

Em nota, a Polícia Federal afirma que a transferência de Arruda "tem como objetivo a retomada da rotina de trabalho da Diretoria Técnico Científica, bem como a racionalização da segurança disposta para a custódia". "O governador foi levado para uma sala no prédio do Comando de Operações Táticas (COT), no mesmo complexo policial, com padrão compatível com as prerrogativas legais de prisão especial", afirma o texto.

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