Arruda será avaliado por psiquiatra da PF, diz médico

Especialista vai analisar quadro emocional do governador, que recebe tratamento contra a depressão

Carol Pires, da Agência Estado

22 de março de 2010 | 13h24

O médico Brasil Caiado disse pela manhã que um psiquiatra da Polícia Federal (PF) analisará, possivelmente ainda nesta segunda-feira, 22, o quadro emocional do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), preso há pouco mais de um mês na Superintendência da corporação por tentativa de suborno a uma testemunha do "mensalão do DEM". Arruda é acusado, em inquérito policial, de ser o chefe do esquema de corrupção.  

 

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Segundo Caiado, médico particular do governador, uma primeira avaliação foi feita em lº de março, quando a dose da medicação usada por Arruda para combater a depressão foi dobrada. De acordo com o médico, o governador já sofria de depressão antes de ser preso. Na quinta-feira, Arruda fez exames pela quarta vez desde que foi detido, para verificar um entupimento na artéria coronária. Os exames apontaram a necessidade de tratamento com medicação específica, mas a realização de cirurgia para corrigir o problema foi descartada.

Caiado contou nesta segunda-feira que Arruda está "bastante apático e quieto, praticamente acamado". O quadro de depressão do governador piorou de uma semana para cá, afirmou ele, que se disse preocupado sobre a possibilidade de a depressão atrapalhar o tratamento clínico para o problema de coração. Na quinta-feira, 18, a defesa do governador pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que Arruda dormisse no hospital, mas o pedido foi negado pelo ministro Fernando Gonçalves.

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