Arruda se declara impedido para votar no Conselho

O senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) declarou-se impedido de votar na sessão do Conselho de Ética que irá apreciar, ainda esta manhã, o parecer do senador Roberto Saturnino (PSB-RJ), que pede a abertura do processo de cassação de Arruda e do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Arruda, que é membro do Conselho de Ética, disse, em longo discurso de 20 minutos, que não irá votar ainda que seu voto pudesse significar uma decisão favorável a ele próprio. Disse que abre mão deste direito para que a decisão do Conselho seja não apenas justa mas também "legítima". Pediu ainda aos senadores do Conselho que não façam um "pré-julgamento", estabelecendo a pena capital, para que não haja um "linchamento" e nem um "julgamento sumário", que poderia abrir um "perigoso precedente". "Mesmo o julgamento sendo político, não pode ser sumário, injusto, pré-determinado ou guiado por forças externas. Este é um julgamento político porque esta é uma casa política, mas também deve ser legal porque esta é uma casa de leis", afirmou Arruda, acrescentando que não está defendendo a sua absolvição, mas sim que a pena capital (cassação) seria desproporcional à falta cometida.

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