Arruda pede para STJ julgar nesta quarta-feira a revogação de prisão

'Quando foi para decidir a prisão, foi tudo com pressa', declarou o advogado do ex-governador, Nélio Machado

Leandro Colon - O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2010 | 18h38

Os advogados do ex-governador José Roberto Arruda entraram nesta terça-feira, 6, com petição para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue nesta quarta-feira, 7, a revogação da prisão. Cassado do mandato de governador do Distrito Federal por infidelidade partidária, Arruda está preso numa cela da Polícia Federal desde o dia 11 de fevereiro.

 

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A defesa quer que a Corte Especial do STJ - colegiado que decretou a prisão - analise o caso na reunião marcada para esta quarta. Na petição, os advogados citam dois artigos do regimento interno do tribunal. O primeiro é o de número 173, que determina prioridade em caso de réu preso em causas criminais. O outro artigo é o 217, que estabelece um prazo de 15 dias para o Ministério Público oferecer denúncia em ação penal, diminuindo esse prazo para 5 dias no caso de o réu estar preso.

 

O MPF ainda não concluiu o inquérito 650, iniciado em setembro passado, que apura o esquema de corrupção no governo do DF em Brasília. Arruda foi preso sob a acusação de atrapalhar as investigações desse inquérito. "Quando foi para decidir a prisão, foi tudo com pressa. Agora, estão procrastinando. Eu só quero que examinem o pedido de revogação", disse ao Estado o advogado de Arruda, Nélio Machado.

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