Arruda nega violação de painel

O senador José Roberto Arruda (PSDB-DF) está se defendendo, na tribuna do Senado, da acusação - que negou - de ter pedido à ex-diretora do Centro de Informática e de Procesamento de Dados do Senado Federal (Prodasen), Regina Célia Borges, que violasse o sistema de votação eletrônica da casa. Em seu pronunciamento, Arruda apontou contradições existentes em dois depoimentos de Regina Célia, o primeiro deles prestado à comissão de sindicância no dia 05 de março, e o segundo, no dia 16. Em março, segundo Arruda, ela afirmou, em depoimento tomado a termo, "que nunca recebeu de nenhuma autoridade ordem, solicitação ou expressão de desejo que a levasse a entender que deveria quebrar o sigilo de votação do painel de votação". Já em 16 de junho, em novo depoimento, ela disse que, na véspera da votação da cassação do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF), foi chamada à casa de Arruda, lá teria ouvido do senador uma consulta sobre a possibilidade de se obter, no sistema de votação, uma lista contendo o resulado da votação, e ela teria respondido negativamente. Mas, em função de uma suposta contrainformação que teria recebido de Arruda - "Ah, mas tem jeito!" -, teria saído da casa dele, procurado um outro funcionário do Senado (Dr. Ledur) e, no dia seguinte, descoberto que era possível violar o sistema, tirado a lista e, não encontrando o próprio Arruda em seu gabinete, deixado a lista nas mãos de um seu assessor. E, em seguida, teria recebido um telefonema de agradecimento do ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). José Roberto Arruda disse que foi para casa, ontem, lembrando-se do princípio jurídico de que cabe ao acusador o ônus da prova. Mas, ao ver o noticiário do dia, concluiu que não lhe estava sendo dado o direito de defesa e que figurava como acusado. "Então, pensei: Estou sendo acusado. E, se desejo provar minha inocência, sair bem desse episódio, não posso esperar, como seriarazoável, que os acusadores cumpram o ônus da prova", disse. Daí a razão de ele estar se defendendo.

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