Arruda diz que cassação é "desproporcional"

O senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) disse, em entrevista coletiva, que a pena a ser imposta pela violação do painel eletrônico de votações deve ser proporcional à infração. Ele lembrou que a regra de a pena ser proporcional à culpa é base de qualquer democracia, e que somente nos regimes totalitários isso não acontece. "Não considero que a falha tenha como pena a morte política, uma vez que não houve conseqüências e a lista foi obtida após a votação que casou o senador Luís Estevão", afirmou Arruda. Ele acredita que, passado o momento que considera mais dramático e emocional, o episódio da violação do painel ganhará suas reais dimensões. "Não estamos sendo acusados de roubar e nem matar; no máximo, cometemos uma infração regimental", avaliou o senador, que se disse arrependido do falha que praticou. "Tive a hombridade de reconhecer a minha falha dentro da dimensão do episódio", disse. Segundo Arruda, não se pode dar ao episódio a dimensão que ele não tem. Ele retomou hoje sua rotina no Senado, justamente no dia em que dois colegas de seus antigo partido assinaram requerimento para a criação da CPI da Corrupção. "Não assino nenhum requerimento de CPI; não há mudança na minha posição. Inclusive, considero (essa CPI) inconstitucional", afirmou.

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