Arruda deve ser solto em abril, diz procurador-geral

Segundo Gurgel, 'assim que sejam concluídas as oitivas, MP não se oporá que ele seja posto em liberdade'

MARIÂNGELA GALLUCCI, Agencia Estado

24 de março de 2010 | 18h53

Preso desde 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda deverá ser solto em abril. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta quarta-feira, 24, que deverá pedir a libertação de Arruda após a Polícia Federal ouvir todos os suspeitos e testemunhas do esquema de irregularidades no governo do Distrito Federal. Os interrogatórios deverão ocorrer nos próximos dez dias.

 

 

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Numa petição encaminhada nesta semana ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gurgel pediu agilidade nas investigações e requereu o interrogatório de Arruda, do ex-vice-governador Paulo Octávio, do delator do esquema, Durval Barbosa, e de outros suspeitos de envolvimento, como o ex-secretário de Comunicação Weligton Moraes.

 

O Tribunal acatou o pedido ainda nesta quarta.

 

 

"Assim que sejam concluídas as oitivas, o Ministério Público não se oporá que ele seja posto em liberdade'', disse. "O Ministério Público não tem interesse nenhum em mantê-lo preso. Se ele não tivesse feito a imensa tolice de corromper uma testemunha, jamais teríamos pedido a prisão dele", concluiu. 

 

 

Arruda foi preso em fevereiro depois de ser revelada uma suposta tentativa de tentar subornar uma testemunha que deporia sobre o esquema de irregularidades. Na petição encaminhada nesta semana ao STJ, Gurgel defendeu a manutenção de Arruda na prisão durante as apurações para evitar que ele tente atrapalhar as investigações.

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