Arruda defende o fim do voto secreto

O ex-líder do governo no Senado, José Roberto Arruda, encerrou na tarde desta segunda-feira seu discurso, num tom emocionado, no qual reiterou o pedido de desculpas "a todos, ao Senado, ao Brasil, a Brasília, aos funcionários, aos meus filhos". "Vou satisfazer minha consciência, cumprir um dever e preservar a dignidade do Senado."Arruda fez ainda uma defesa da extinção do voto secreto, dizendo que, quem tem direito ao sigilo do voto, é o eleitor. "Nós, os escolhidos, temos de votar abertamente." Dirigindo-se aos senadores, mas também referindo-se aos sete filhos, Arruda disse: "Não precisam ter vergonha de mim; eu não roubei, não enriqueci e moro no mesmo apartamento em que morava antes. Falhei. Fui ingênuo, infantil, descuidado, mas pretendo dar o exemplo de que sempre se pode retornar ao verdadeiro caminho."

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