Arquivamento de processo contra ACM deixa Geddel "enojado"

Responsável pela denúncia que permitiu à Policia Federal descobrir o esquema dos grampos telefônicos na Bahia, o deputado federal Geddel Vieira Lima (BA) se disse "enojado" com a classe política após o arquivamento pelo plenário do Senado do processo de cassação do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), suspeito de ser o mandante das escutas ilegais. "Apesar de muito novo na política, já perdi um pouco a capacidade de me surpreender com a atitude dos políticos brasileiros", disse. Geddel justificou o grande número de votos em favor de ACM devido aos interesses de representantes dos principais partidos: "O Renan Calheiros (PSDB-AL) quer ser o presidente do Senado, o governo quer ter o ACM sob controle (através da Procuradoria da República e do Supremo Tribunal Federal), o José Sarney (PMDB-AM) está pagando as contas do passado e o PSDB imaginando que, com isso, vai trazer o PFL para uma aliança oposicionista ou coisa que o valha".Embora decepcionado com os partidos com os quais normalmente se alia na Bahia nas eleições, o peemedebista não acredita que o episódio irá abalar o relacionamento regional. Geddel disse estar com a "consciência limpa" por não ter se submetido "à chantagem dos que imaginavam usar as gravações criminosas para me incriminar". "Posso voltar amanhã para casa e olhar minhas filhas com tranqüilidade; não sei como Sarney vai ver os deles".Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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