Arquivada emenda da desincompatibilização

Foi arquivada, no Senado, a emenda constitucional que obrigaria o presidente da República, governadores e prefeitos a renunciarem ao mandato seis meses antes de disputar eleição para qualquer cargo, incluindo a reeleição. A proposta não conseguiu votação mínima, de 49 votos, necessário à sua aprovação. Apenas 35 senadores apoiaram a mudança. Os ocupantes desses cargos, hoje, podem concorrer à reeleição sem terem de se desincompatibilizar. A saída, seis meses antes, só é obrigatória se eles disputarem outros cargos. A rejeição da emenda foi apoiada por 33 senadores.Os partidos aliados ao Palácio do Planalto se dividiram na votação da proposta. O líder do governo, senador Romero Jucá (PSDB-RR), anunciou que era contrário à emenda. Somente o PFL seguiu essa orientação. Os líderes do PMDB e do PSDB, senadores Renan Calheiros (AL) e Sérgio Machado (CE), liberam as bancada. Renan anunciou que votaria a favor da mudança. Machado disse que seu voto era contrário. O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), que se manifestou porque o resultado no painel era de empate, votou favoravelmente à emenda. O senador Pedro Ubiraja (PMDB-MS), que assumiu na vaga de Ramez Tebet (PMDB-MS), empossado no Ministério da Integração Regional, declarou seu voto, não utilizando, portanto, o painel para votação. Os líderes do bloco da oposição, José Eduardo Dutra (PT-SE), e do PSB, Ademir Andrade (PA), também deixaram seus subordinados votarem da forma que melhor entendessem, liberando igualmente as bancadas.

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