Arquivada ação sobre queda de helicóptero de Cavendish

Quatro meses após a Polícia Civil da Bahia concluir o inquérito sobre a queda de um helicóptero do empresário Fernando Cavendish, proprietário da Construtora Delta, no litoral sul do Estado, em 17 de junho de 2011, a Vara Criminal do Fórum da Comarca de Porto Seguro, responsável pelo caso, arquivou o processo nesta quarta-feira.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

17 de julho de 2013 | 18h52

Segundo o juiz titular da vara, André Marcelo Strogenski, a investigação apontou como culpado pelo acidente o piloto do helicóptero, o empresário Marcelo Mattoso Almeida. O inquérito apontou que ele assumiu o risco ao fazer o transporte à noite, sob condições climáticas adversas - chuva e neblina. Além disso, ele estava com habilitação de piloto vencida havia seis anos.

Almeida foi denunciado no inquérito por homicídio culposo, mas também morreu no acidente - a certidão de óbito foi anexada ao processo para o arquivamento. Outras seis pessoas morreram por causa da queda do helicóptero, entre elas a mulher de Cavendish, Jordana Kfuri, a namorada do filho do governador do Rio, Sérgio Cabral, Mariana Noleto, e o filho do cantor Bruno Gouveia, da banda Biquini Cavadão, Gabriel Gouveia, de 2 anos, que estava acompanhado pela mãe, Fernanda Kfuri, ex-mulher de Bruno e irmã de Jordana.

O helicóptero, modelo Esquilo, prefixo PR-OMO, fazia a primeira de duas viagens entre o aeroporto e o condomínio Jacumã Ocean Resort, no distrito de Trancoso, um percurso de cerca de dez minutos. Cavendish, Cabral e seu filho, Marco Antônio, entre outros convidados, embarcariam no segundo traslado. O grupo se reuniria no luxuoso condomínio para comemorar o aniversário do proprietário da Delta. Segundo o juiz Strogenski, os familiares das vítimas podem pleitear indenizações em ações contra o espólio de Almeida e contra a União - pelas falhas de fiscalização da documentação do piloto pelos órgãos competentes.

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