Arquidiocese do Rio condena união civil entre homossexuais

Em carta enviada a todos os 46 deputados federais da bancada fluminense, a Arquidiocese do Rio de Janeiro condenou oficialmente a união civil entre homossexuais, proposto no Projeto de Lei 1151-A, de 1995, de autoria da então deputada Marta Suplicy (PT-SP). O documento, remetido pelo bispo auxiliar dom Filippo Santoro, pede, "em nome dos eleitores do Rio de Janeiro", que os parlamentares votem contra o projeto, considerado "contrário à lei natural".O documento da Arquidiocese do Rio de Janeiro - de autoria do cardeal Eugenio Sales e dos bispos auxiliares do Estado - cita dois livros bíblicos para fundamentar sua posição. "A própria Escritura Sagrada os apresenta (os atos homossexuais) como depravações graves", diz a carta.Um dos trechos citados vai do versículo 24 ao 27 do primeiro capítulo de Romanos e classifica o homossexualismo como "aberração". Em Timóteo, capítulo um, versículo dez, há menção a punições legais para os "pederastas".Ressaltando que não se deve discriminar os gays, o documento qualifica o homossexualismo como "desordem moral" e pede atenção especial à votação da lei, com o objetivo de construir "uma sociedade essencialmente sadia". Para a Arquidiocese do Rio, a lei proposta por Marta Suplicy baseia-se em uma "falsa liberdade". "A sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher, ou seja, entre os esposos", diz o documento.

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