Armínio diz que só vai para o governo com Aécio

Armínio diz que só vai para o governo com Aécio

Principal assessor econômico de tucano descartou novamente fazer parte da equipe de Marina em caso de vitória da candidata do PSB

RICARDO LEOPOLDO, Estadão Conteúdo

23 de setembro de 2014 | 16h53

O ex-presidente do Banco Central e principal assessor econômico do candidato Aécio Neves (PSDB) à Presidência, Armínio Fraga, reafirmou que não tem intenções de ir para o Poder Executivo, caso Marina Silva vença as eleições. "Não pretendo ir para o governo se não for com Aécio", destacou. "Não sou filiado a partido algum. Sou cardosista e aecista", ponderou.

"Como potencial ministro da Fazenda falo que é preciso arrumar a casa", destacou, frisando que isso ocorreria numa administração Aécio Neves. "O governo vem adotando medidas pontuais com transtorno para a economia", disse. "A reforma tributária como a que queremos fazer é complexa, pois unifica a legislação do ICMS. Mas se tudo der certo, é possível aprovar em um ano ou pouco mais", afirmou.

Embora a economia nacional precise de um processo intenso de "arrumação", ele avaliou que isso provocou um patamar de juros muito elevados, que são tão atraentes que mantém o apetite de investidores em aplicar no Brasil, especialmente em ativos de renda fixa. "Quando um País como esse paga juros de 11% ao ano, enquanto em boa parte do mundo é 0%, é irresistível não vir para cá", ponderou. Ele fez os comentários em palestra promovida pela Eurocâmaras e Câmara de Comércio França-Brasil.

Fraga ponderou que não será uma tarefa fácil, embora seja possível, que o senador do PSDB vá para o segundo turno na disputa pelo governo federal. "Sigo esperançoso. Reconheço que é um desafio muito grande", comentou.

Armínio destacou que, no caso da presidente Dilma Rousseff ser reeleita, há baixas expectativas de que ela corrigirá a gestão da política macroeconômica. "Sempre há a esperança de que as coisas mudem. Mas há poucas evidências de que isso vai acontecer", disse.

Fraga ponderou que a proposta econômica de Aécio Neves é mais conhecida pela sociedade e que, no caso de Marina Silva, "há mais incerteza" sobre este e outros temas. "Espero que Marina aproveite para se apresentar e expor suas ideias", afirmou.

Armínio foi perguntado se é possível manter confiança no Brasil e comprar ativos financeiros do País, a partir do que pode surgir das urnas em 26 de outubro, quando ocorrerá o segundo turno. "Acho que dá para comprar. O País tem mecanismos de correção. É um cenário binário. Para mim, é preciso cautela. Mas não é o caso de (investidores) irem embora daqui."

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