Armazenamento de água em reservatórios tem pouca alteração

O armazenamento de água nos reservatórios brasileiros das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste não apresentou grande variação em relação à situação preocupante que já se vinha verificando nos últimos meses, conforme mostram os levantamentos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Até a meia noite do dia 11 de novembro, o armazenamento nos reservatórios nordestinos estava em 7,65% da capacidade total. Este índice está 2,02 pontos porcentuais acima da curva-guia que havia sido fixada como parâmetro pelos técnicos para o período. Esta diferença entre armazenamento realizado e a estimativa permanece praticamente inalterada desde o fim de outubro na região. Nos reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste, o armazenamento está em 20,72%, com 7,85 pontos acima da curva-guia. Houve uma pequena queda neste desvio, que era de 8 pontos em 31 de outubro. Na região Norte, o armazenamento em Tucuruí está em 29,88%, apenas 0,48 ponto acima da curva-guia. E a economia de energia nas três regiões continua abaixo da meta de 20%, embora apresente-se ligeiramente melhor que o verificado em outubro. No Nordeste, a economia em novembro até o dia 11 foi de 14,11% (4.531 MW medios), comparado com 13,9% em outubro. No Sudeste/Centro-Oeste, a economia está em 18% (20.165 MW medios), um pouco melhor que os 17,3% no mês passado. No Norte, onde mais se aproximou da meta, a economia está em 19,6% neste mês (2.070 MW medios), comparada com 18,9% em outubro. Na próxima semana a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) deverá analisar estes dados referentes a armazenamento de água (que é eletricidade em energia potencial) e os cronogramas das novas usinas hidrelétricas e termelétricas que entrarão em operação em 2002. Os dados servirão de parâmetro para que sejam fixadas as novas metas de racionamento para verão. A expectativa é que os novos índices de racionamento sejam menores que os atuais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.