DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Armando Monteiro destaca medidas fiscais do governo Dilma

Afastado do ministério do Desenvolvimento, senador de Pernambuco disse que Congresso não deixou governo mais responsável do ponto de vista fiscal

Isabela Bonfim, Luísa Martins e Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2016 | 23h20

BRASÍLIA - Armando Monteiro (PTB-PE) se afastou do cargo de ministro do Desenvolvimento para vir ao Senado votar contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em seu discurso, ele aproveitou para parabenizar a condução dos ministros da Fazenda Joaquim Levy e Nelson Barbosa e destacar medidas fiscais do governo petista.

"Neste processo que centra toda a argumentação na questão fiscal, não poderia deixar de destacar um conjunto de importantes medidas que o governo adotou e que muitas não se complementaram pelo clima de divergência com o Congresso Nacional", afirmou.

O senador citou a redução de IPI sobre automóveis, reformas no seguro desemprego e pensões, e até mesmo redução de incentivos, que eram oferecidos à exportação, pasta sob sua administração, para cumprimento de metas fiscais.

"Sei o quanto custou à presidente neste período, mas ela sempre se inclinou por uma posição que pudesse corresponder à medida mais responsável do ponto de vista fiscal", disse Monteiro.

Em contraste, o ex-ministro alegou que não havia por parte do Congresso Nacional a mesma preocupação com as questões fiscais. "É de se constatar que hoje, ao percebermos seríssima preocupação do Congresso com a questão fiscal ao julgar a presidente, essa não era a postura anterior."

Monteiro destacou a chamada "pauta bomba", que tramitou no Congresso, aumentando gastos do governo, com o projeto de reajuste do Judiciário.

Por fim, o ex-ministro tratou sobre as denúncias técnicas que constam no processo de impeachment da presidente. Ele argumentou que os atrasos em pagamento do Tesouro a bancos públicos não configuram operações de crédito e que a edição de decretos de crédito suplementares não tiveram efeito sob a meta fiscal. "Votarei com muita convicção contra o impeachment da presidente", finalizou.

 

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