Arlindo Chinaglia prorroga CPI dos Grampos por mais 60 dias

Se não fosse prorrogada, a CPI acabaria nesta sexta; líderes assinaram requerimento concordando com ação

Agência Brasil

04 de dezembro de 2008 | 14h35

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), prorrogou por mais 60 dias, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas. Se não fosse prorrogada, a CPI acabaria nesta sexta-feira, 5.   Veja Também: As fases da Operação Satiagraha: o que mudou e o que fica igual As prisões de Daniel Dantas  Os alvos da Operação Satiagraha    Chinaglia explicou que o pedido de prorrogação não precisou ser votado em plenário porque todos os líderes assinaram requerimento concordando com a prorrogação. Essa é a segunda vez que a comissão é prorrogada - a primeira ocorreu há dois meses, também com o consentimento dos líderes.   Agora a CPI dos Grampos segue até março, pois o período de recesso parlamentar não conta para o prazo de atividade da comissão.   O pedido de prorrogação foi apresentado pelo relator da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA). "A idéia é que comecemos, na semana que vem, a ouvir os juristas e março seria só para discussão do relatório", adiantou o parlamentar.   Segundo ele, as informações sobre as escutas clandestinas ainda estão chegando à CPI e precisam ser analisadas. "Ontem, tivemos uma reunião com três juizes do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para discutir a metodologia de apuração de quantas interceptações ocorreram. Estamos requerendo das operadoras informações referentes a 2008. Vamos aproveitar o recesso para discutir uma série de sugestões ao nosso projeto de lei, que propõe alteração na legislação de interceptações telefônicas", afirmou Pellegrino.

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